32º Seminário da Reposição Automotiva destaca busca por competitividade diante de mudanças na economia, na tecnologia e no perfil da frota

Representantes da indústria, da distribuição, do varejo e da reparação debateram produtividade, economia circular, eletrificação, qualificação profissional e novos modelos de negócio.

Reunindo lideranças da indústria, da distribuição, do varejo e da reparação, o 32º Seminário da Reposição Automotiva, colocou em pauta os principais desafios e oportunidades que moldam o futuro do setor. Os debates abordaram temas como cenário econômico, economia circular, eletrificação, digitalização, formação profissional, marcas próprias e diversidade, destacando a importância da inovação, da qualificação e da cooperação para fortalecer negócios e toda a cadeia automotiva.

No painel “Cenário Econômico”, Luiz Fernando Figueiredo apontou riscos para a atividade econômica e destacou a produtividade como caminho para o crescimento sustentável.

O economista Luiz Fernando Figueiredo, presidente do Instituto Fefig e sócio da Jubarte Capital, afirmou que os indicadores mais gerais da economia brasileira não refletem plenamente as dificuldades enfrentadas por empresas e famílias.

“Quando a gente olha a superfície, parece que o Brasil está bem, mas a prática mostra uma realidade muito diferente”, disse. Para Figueiredo, o país precisa de um modelo baseado no aumento da produtividade, em maior eficiência do Estado e em um ajuste fiscal consistente, capaz de favorecer a estabilidade do setor produtivo.

Em sua análise, o economista contrastou indicadores como inflação entre 4% e 4,5%, crescimento do PIB de 2% a 3% e contas externas robustas com o que descreveu como uma deterioração das condições microeconômicas e da percepção de bem-estar da população.

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